Cinema

Crítica – “Maria do Caritó” mistura o humor ingênuo de interior com críticas políticas

Hoje chega aos cinemas o filme “Maria do Caritó”, protagonizado pela Lília Cabral e baseado na peça de teatro homônima de sucesso, chegando a ficar em cartaz por cinco anos.

O longa conta a história de Maria, uma mulher que ainda é virgem, por causa de uma promessa do pai em lhe entregar virgem e pura a um santo chamado São Djalminha caso ela sobrevivesse ao parto. Porém, um dia ela decide se rebelar e querer viver a vida como toda uma pessoa normal e procurar um grande amor, e ao mesmo tempo, ela acaba sendo indicada para ser canonizada e aí começa o humor da história.

Uma percepção que há no longa é que a adaptação manteve a essência da peça, pois pelos enquadramentos e sua sequência é possível imaginar como se tivesse no teatro. Isso sem falar do humor de interior que há, já que a história se passa em uma cidade do interior de Minas Gerais.

Mas nem só do humor da Maria vive o longa, assuntos bem atuais são colocados em cheque, como a ligação da Igreja com a política e o sarcasmo com armas, o que lembra muito a nossa atualidade, e infelizmente, acaba sendo um dos cânceres da sociedade, e a idolatria a fé sem pensar no que há a sua volta.

A direção trás uma fotografia bem rural com o enaltecimento da região, deixando o filme bem gostosinho de se ver.

Não há também como não falar da Lília Cabral, que é a maior destaque do longa e a sua melhor personagem no cinema desde “Divã”. A sua versatilidade para comédia é inquestionável, ela dá um tom a um personagem que ninguém conseguiria fazer. A Maria ao mesmo tempo que sofre, ela ri, apronta e canta até Anitta, Marília Mendonça e Luan Santana.

Mesmo com uso de clichês, “Maria do Caritó” tem um plot-twist que dá emoção e surpreende a alguns em seu final, junto com a mensagem que o filme passa sobre amor, no qual vocês só saberão assistindo!

https://www.youtube.com/watch?v=MxSGO6fuJps

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