Crítica

Crítica – ‘Venom: Tempo de Carnificina’ tem roteiro ágil, porém confuso

Após alguns adiamentos por conta da pandemia, eis que finamente chega aos cinemas “Venom: Tempo de Carnificina”, que diga-se de passagem, tem mais agilidade que o primeiro.

A continuação da produção de 2018 tem como foco Eddie Brock (Tom Hardy) e Venom crescendo e consolidado o seu relacionamento, quer dizer, até a chegada de Cletus Kasady (Woody Harrelson), um serial killer que, após se encontrar com o jornalista, sofre uma mutação e se transforme em Carnificina.

Diferente do primeiro longa, o segundo tem destaque as cenas ágeis e um ritmo rápido, ajudado pela sua duração curta para os padrões da Marvel (o filme tem um pouco mais de 1h30). Porém, o roteiro de Kelly Marcel e do próprio Tom fica a desejar na construção dos personagens, como foi o caso da Shriek (Naomie Harris), que apesar de sua importância, não teve uma boa construção.

Outra personagem que teve importância e merecia mais destaque é a Anne Weying (Michelle Willams), que na continuação não tem a mesma presença que no primeiro filme. Agora quem tem destaque é Woody com o seu Carnificina, conseguindo trazer a famosa energia caótica para as cenas.

Em relação ao protagonista, Venom ganha uma personalidade “quebrador de tabus”, ganhando um tom mais humano e querendo ser livre.

Obs: Há uma cena pós-créditos, mas para não estragar a experiência do público, não iremos comentar sobre ela. Diremos apenas que esse pode ser o início de uma nova história, assim como uma nova oportunidade para Venom se mostrar em um outro universo.

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