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Entrevista – Priscilla Alcântara fala sobre seu novo EP, transição do gospel para o pop e se é a unicórnio do ‘The Masked Singer’

Nesta quinta (19) Priscilla Alcântara lança o EP “Tem Dias”, o primeiro de sua carreira focado na música pop, após sempre cantar músicas gospel.

O EP conta com mais três músicas além da faixa-título, que já foi lançada como single recentemente e conta com a produção Lucas Silveira e da Karen Johnz, que fez sucesso na transmissão das Olimpíadas no SporTV com o “xerecou” no campeonato. A ex-apresentadora do “Bom Dia & Cia” contou como conheceu o casal e como foi o processo de produção da faixa.

Além disso, perguntamos a Priscilla o que todos querem saber no momento: é ela mesmo como a unicórnio do “The Masked Singer”?

Confira abaixo a entrevista.

OA – Como surgiu a ideia do EP?

Priscilla – “O EP é mais para fazer a minha apresentação/introdução ao cenário pop, pra gente não lançar logo um álbum de cara e ir com calma e me apresentando, me reposicionando dentro do mercado. A gente teve a ideia de apresentar um EP que trouxessem as características mais marcantes do álbum. Corrente e Tem Dias tem uma pegada um pouco mais introspectiva/reflexiva. A gente tem “Boyzinho” e “Não Sou Pra Você” que são músicas românticas e a grande novidade desse meu novo trabalho, que são temáticas em que nunca produzi.”

OA – Como foi a produção das músicas?

Priscilla – “Foi uma loucura. A gente fez tudo na pandemia, então e o Lucas Silveira (produtor do álbum) fizemos à distância, ele da casa dele e eu montei um home-estúdio no meu quarto, tudo improvisado pra que a gente se conseguisse encontrar em estúdio, porque estava super restrito. A gente teve que finalizar composições e fazer toda produção longe um do outro, mas foi super leve, a gente tem uma sintonia muito boa para trabalhar. Ele confiou em mim para a minha própria produção vocal e eu só enviava pra ele finalizar.”

OA – Por que “Tem Dias” foi escolhida para ser o primeiro single e também por que do nome?

Priscilla – “Geralmente uma música pop a gente pega o título a frase que mais se repete, para ficar mais fácil. Então é mais sobre o que funciona no mercado do que algum motivo específico. Então sobre nome eu não tenho muito o que falar não. Foi escolhido porque a gente decidiu contar um storytelling dessa transição. Tinha outras opções de música que representam bem para o pop, até mais do que “Tem Dias”, mas como é uma transição, eu queria dar a oportunidade para as pessoas acompanharem e entenderem. Eu não quis fazer algo muito brusco. Então no que eu pude, eu decidi fazer isso de uma forma mais suave, e “Tem Dias” veio pra cumprir esse papel, contando a história de que essa fase referente a uma jornada de autoconhecimento, de não ser sempre igual, de querer caminhar sempre a diante, descobrir o que a gente vai ser no fim das contas.”

OA – A música “Tem Dias” tem a composição feita em parceria com o Lucas Silveira e a Karen Johnz, que foi sucesso nas Olimpíadas. Como você os conheceu?

Priscilla – “Pois é, foi uma história muito louca e simples. A pessoa que trabalha comigo falou de mim pra ele, ele ouviu as minhas músicas, me elogiou no Twitter, pelo Twitter eu convidei para ir ao meu show no dia seguinte. No dia seguinte ele estava com a Karen e a Sky (filha do casal) no meu show e na semana seguinte a gente já estava produzindo uma música juntos. É o tipo de coisa de quando é pra ser, é”.

OA – Recentemente em uma outra entrevista, você disse que não gostava que te definissem como “cantora gospel”. Isso também vale para o pop?

Priscilla – “A questão toda que eu sempre abordei é que tudo aquilo em que você põe um rótulo é limitante. Quando você limita um artista, você praticamente mata a alma artesã. O artista não pode ser limitado por nenhum tipo de rótulo ou por nenhuma demanda meramente humana. Então quando eu falei sobre rejeitar algum tipo de rótulo era nesse sentido. Obviamente quando a gente fala de mercado, precisa de uma nomenclatura, precisa de um termo mercadológico colocado ali sobre a sua arte, então por isso que eu nesse sentido sempre aceitei o gospel e estava dentro de um selo gospel até então. Tenho comunicado que estou indo para um gênero pop. Então quando isso trata de mercado, indústria, do emprego em si, a gente entende que os termos mercadológicos existem e são levados em consideração, sinalizando o tipo de arte que a gente está se referindo. Mas quando eu falava sobre a dificuldade em aceitar um rótulo, é quando esse rótulo limita o que eu quero fazer. Então nesse sentido que eu rejeito o rótulo.”

OA – No gospel você já fez diversos feats, como com o Preto no Branco e com Whindersson em “Girassol”. Agora no pop, em que você sonha em fazer um feat?

Priscilla – “Muitos artistas que eu gostaria de trabalhar, tanto aqui quanto fora do Brasil. Mas nesse álbum já tive três pessoas que eu sempre quis trabalhar, então posso dar um check. Ivete também. Eu tenho um sonho em gravar com a Ivete. Enfim, tem muitos artistas e eu sempre espero uma conexão/oportunidade real.”

OA – A gente está vivendo uma era em que os lançamentos estão bombando no TikTok. A gente pode esperar faixas do seu álbum que virem “challange”?

Priscilla – “Eu acho que sim. Tem muitas faixas em potencial pra isso. Eu acho que depende muito de uma resposta orgânica do público. Então a gente tem que esperar como o público reage a essas faixas, mas que tem faixas em potencial, com certeza.”

OA – Quais são os seus outros projetos futuros?

Priscilla – “Eu estou muito focada na música porque essa transição é um tanto delicada, então exige muito foco, muita determinação, muita concentração. Então tudo de mim está sendo canalizado na minha fase musical, até os projetos paralelos que eu tinha dei uma pausa, porque eu vi que precisava estar muito focada, muito atenta. Então tudo que é relacionado a música é o meu foco agora. Vai ter muita coisa dessa minha vida musical para desfrutar, incluir, fazer, produzir, então esse tem sido meu foco.”

OA – Quais eram esses projetos paralelos?

Priscilla – “Não posso dar muito spoiler, mas tinha muito a ver com comunicação. Não era exatamente televisão, mas trazia meu lado apresentadora de volta. A gente vai conseguir concluir depois desses grandes lançamentos que tem aí na manga. Daí me folga um pouco para voltar a pré-produção desses projetos.”

OA – Uma pergunta que não sei se posso fazer, mas está surgindo um boato que você está em um reality show (há indícios de que Priscilla seja a unicórnio do “The Masked Singer”). Como você lida com isso?

Priscilla – “Gente é uma loucura esses boatos. Igual ao boato que eu ia pro BBB. Nunca quis ir pro BBB. Vocês estão errando muito esses palpites aí.”

OA – Se você fosse convidada, você iria para ou o BBB ou para Fazenda?

Priscilla – “Não. Não é a minha cara.”

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