Música

Nathan Fronza lança “Pessimismo da Razão”, single intenso e confessional que mergulha em melancolia, resistência e esperança

A faixa faz parte do EP “Paz, Pão e Terra” e ocupa um lugar central na narrativa do trabalho, ao representar a melancolia como etapa de transição entre a paralisia e a retomada da força interior

Com mais de 20 anos de estrada, Nathan Fronza já integrou dezenas de bandas e projetos, realizando mais de 150 shows por ano no Brasil e no exterior, atuando como sideman, membro fixo de bandas autorais e participando de orquestras, programas de televisão e produções em estúdio

Ouça o single

São Paulo, 27 de fevereiro de 2026 – Nesta sexta-feira (27 de fevereiro), o cantor e compositor Nathan Fronza lança o single “Pessimismo da Razão” em todos os aplicativos de música, pela Marã Música. A faixa faz parte do EP “Paz, Pão e Terra” e ocupa um lugar central na narrativa do trabalho, ao representar a melancolia como etapa de transição entre a paralisia e a retomada da força interior.

“‘Pessimismo da Razão’ é a quarta faixa do meu EP ‘Paz, Pão e Terra’, que conta com cinco músicas onde cada uma representa uma maneira diferente de lidar com as frustrações que enfrentamos no dia a dia dentro de uma sociedade capitalista”, explica Nathan. Segundo ele, o EP percorre estados como raiva, indiferença, paralisia, melancolia e esperança. “Essa música representa a melancolia, o momento em que você começa a sair da paralisia e encontrar uma luz no fim do túnel.”

A canção dialoga diretamente com a faixa seguinte, “Otimismo da Vontade”, formando um díptico inspirado na célebre frase de Antonio Gramsci. “Essas duas músicas se complementam e juntas simbolizam ‘Pessimismo da Razão, Otimismo da Vontade’. É sobre olhar racionalmente para uma situação que parece perdida, mas seguir em frente porque desistir não é mais uma opção”, reflete o artista. “É sobre chegar ao seu limite e, quando não sobra mais nada, encontrar a verdadeira força para continuar.”

Musicalmente, “Pessimismo da Razão” transita por diferentes referências e atmosferas. “A introdução é melancólica, inspirada em algo entre Mark Knopfler e Andrés Segovia”, conta Nathan. A faixa cresce com uma virada de bateria que remete às grandes baladas do rock, enquanto as guitarras dialogam com o lirismo de Jimi Hendrix, especialmente em faixas como “Bold as Love” e “Little Wing”.

“Eu quis trazer bastante da minha influência de R&B para as guitarras. Gravei com minha Fender Stratocaster, usei bastante a alavanca e queria que tudo soasse meio nebuloso, como se estivesse dentro de um sonho”, detalha. O caráter íntimo da gravação ganha ainda mais peso com a participação do pai do artista, que gravou o baixo e camadas de guitarra base. “Isso deixou a música ainda mais especial pra mim.”

O clímax chega no solo final, descrito por Nathan como um verdadeiro rompimento. “A música muda de tonalidade de forma brusca, traz uma sensação de ‘meter o pé na porta’ e seguir em frente. Foi um solo improvisado, em um único take, e eu sinto uma forte inspiração do John Frusciante ali.”

A origem da música é tão intensa quanto sua sonorid ade. “Essa canção surgiu do nada, em um momento muito delicado da minha vida, quando eu decidi desistir de tudo. Eu não via mais saída e peguei a guitarra para tocar pela última vez”, revela. A composição aconteceu como um diálogo interno, quase terapêutico. “Foi como se eu estivesse conversando comigo mesmo. Conforme a música surgia, ela também me tranquilizava.”

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Nathan destaca a virada presente na letra como um ponto crucial da narrativa. “Quando a música diz ‘não há mais nada a dizer, adeus’ (ou ‘a Deus?’), parece um fim. Mas logo surge a esperança com ‘a não ser que eu apareça, a não ser que eu volte a Ser’. É o momento em que alguém deixa de apenas existir e encontra um motivo real para existir.”

Mais do que um relato pessoal, “Pessimismo da Razão” busca acolher quem escuta. “Eu espero que as pessoas se conectem e entendam que todos nós sentimos dor, mas que, para algumas pessoas, especialmente neuro divergentes como eu, isso pode ser ainda mais intenso”, afirma. Nathan reforça a importância do cuidado e da rede de apoio: “Isso não é brincadeira. Você não precisa enfrentar isso sozinho(a).”

O artista deseja que a música funcione como um ponto de luz. “Torço para que ela traga esperança para quem não se reconhece mais no espelho, para quem foi deixando para trás as coisas que faziam se sentir vivo. E que as pessoas entendam a importância de buscar ajuda profissional e construir uma rede de apoio.”

Mesmo consciente da importância do lançamento, Nathan admite o medo. “Ainda estou tentando encontrar coragem para lançar essa música, porque ela é a coisa mais sensível que existe dentro de mim”, confessa. “Eu me expus completamente. Não sei se teria força para tocá-la ao vivo sem chorar. Mas eu entendo que ela precisa chegar até as pessoas, então vou lançar mesmo sem coragem (risos).”

Ficha técnica – “Pessimismo da Razão”
Composição: Nathan Fronza
Produção: Nathan Fronza
Voz: Nathan Fronza
Guitarra: Nathan Fronza
Guitarra: Dauri Silva
Baixo: Dauri Silva
Bateria: Rodrigo Reatto
Mixagem: Rodrigo Reatto
Masterização: Rodrigo Reatto

CONFIRA A LETRA DE “PESSIMISMO DA RAZÃO”:

Aquela imagem que eu vejo quando olho pelo espelho
e nada se parece com aquele cara que há muito tempo eu deixei de ser
Aquele olhar que te dizia que nada vai me parar
Não importa o que aconteça
Mas não há nada a dizer aqui
Não há mais nada a dizer aqui
Não há mais nada a dizer aqui
Não há mais nada a dizer, adeus (ou dizer a deus)
A não ser que eu desapareça
A não ser que algo aconteça
A não ser que eu apareça
A não ser… que eu volte a ser

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Fernando Machado
Publisher e criador do site

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