Cinema

Crítica – “Michael” embala, mas fica a desejar sobre ao contar a vida do Rei do Pop

Filme Michael

Nesta semana, estreia a tão aguardada cinebiografia de Michael Jackson. Intitulado Michael e estrelado por Jaafar Jackson, sobrinho do astro da música pop, o longa promete marcar o público.

Sem trazer grandes novidades, a história é um mergulho na vida do Rei do Pop desde a sua infância como astro do Jackson 5. Deixo aqui um destaque para Juliano Krue Valdi, que interpreta Michael quando criança.

Ao todo, o filme busca trazer um lado mais humanizado do cantor, com foco acentuado em sua vida íntima e, consequentemente, na família Jackson. Aliás, destaco aqui a ausência de dois nomes importantes no longa: Janet Jackson e Jermaine Jackson. Janet não é citada em nenhum momento devido à sua recusa em participar da história. Já Jermaine é brevemente citado como o “Jackson que rompeu com a família”. Os demais integrantes aparecem no filme, inclusive atuando como produtores executivos.

Falando na família, a interpretação de Colman Domingo como Joe Jackson, pai de Michael, está excelente. O tão polêmico Joe está muito bem representado.

Porém, o roteiro de John Logan (de Gladiador e 007: Skyfall) fica a desejar ao não aprofundar os dilemas da família Jackson, ou seja, os conflitos que levaram Michael a continuar com o Jackson 5 mesmo em paralelo à sua carreira solo. A ausência de um embate direto entre Joe e Michael deixa um vazio para quem é fã do astro.

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Ao chegar na fase de jovem adulto, Jaafar Jackson não deixa a desejar interpretando o tio. Até mesmo nas cenas de show, ele se sai muitíssimo bem. Nesta fase, inclusive, a história mostra-se ainda mais fiel a Michael, destacando até peculiaridades como o vitiligo e o início de seu vício em remédios. Intercalar esses momentos com os shows foi uma excelente saída para mostrar a potência que foi Michael e para que as novas gerações conheçam seu legado.

A história encerra-se com um gostinho de “quero mais” e prepara o terreno para uma segunda parte. O fato de o roteiro terminar logo no início da fase do álbum Bad foi uma saída perfeita para que haja uma sequência focada em suas obras e polêmicas até o final de sua vida, em 2009.

Inclusive, fica a expectativa de como serão abordadas as polêmicas em torno das acusações de abuso, uma vez que foram feitos acordos e ambas as partes não podem se pronunciar sobre o assunto.

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Fernando Machado
Publisher e criador do site

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