Música

Bryan Behr em entrevista exclusiva sobre novo álbum ““Bela Vista, 133”

Bryan Behr lançou no dia 30 de julho o álbum ““Bela Vista, 133”, nomeado com o bairro e o número do apartamento onde o projeto foi desenvolvido. O projeto é uma despedida da cidade de São Paulo e fala sobre a mudança de Bryan para Santa Catarina.

O álbum é leve, como os trabalhos anteriores, mas com uma maturidade muito bonita. “Você pode imaginar esse álbum como um drink. Leve, cítrico, bem gelado em um dia quente e o final um pouquinho amargo, que dá vontade de beber mais um. É poético e sensível, fala de desejo, de amor, de saudade e de desilusão, mas também de sonhos, dúvidas e esperança”, conta Bryan.

O lançamento indepentente permitiu mais liberdade ao artista, que fala sobre isso em entrevista exclusiva:

Primeiramente, parabéns pela indicação ao Grammy Latino. Você acredita que após essa indicação, você se sentiu mais pressionado no processo desse álbum?

Bryan: Nem um pouco… a indicação aconteceu com um álbum em que a cabeça e o coração estavam totalmente voltados pra música, era um dos meus primeiros shows com banda da vida. Foi até um aprendizado, de que caminhos bonitos se abrem quando coloco minha intenção na música.

Como é para você lançar o álbum “Bela Vista, 133” totalmente independente? Você sente que isso te deixou mais livre para usar sua criatividade?

Bryan: Com certeza, nunca estive tão feliz com minha carreira e com minhas escolhas.

Esse álbum fala muito sobre uma esperança de um amor bonito e leve. Qual música você acredita ser a mais pessoal desse álbum para você?

Bryan: “Volto Logo”, a última faixa do álbum, escrevi pra minha mãe.

Em “Noturno” você conta que queria que te conhecessem mais. O que você gostaria que soubessem sobre você e que quase ninguém sabe?

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Bryan: Difícil essa! Sempre compartilho meus hobbys e minhas paranóias com as pessoas que me acompanham, mas acho que as pessoas se surpreenderiam com minha capacidade de contar piadas ruins.

Como foi ver “A vida é boa com você” se tornar um grande hit? Você sente que essa música foi uma grande mudança na sua carreira? Uma virada de chave?

Bryan: Com certeza, foi a primeira vez que senti uma música minha escapar das minhas mãos, ir pra lugares em que nunca estive e ser trilha sonora de milhares de pessoas, é mágico.

Você tem uma música linda ao lado de Calum Scott. Como foi para você trabalhar nesse projeto?

Bryan: Calum é um ser humano ímpar, foi muito gentil nesse encontro que tivemos, me chamou pra cantar com ele em um dos shows da tour dele pelo Brasil, foi incrível.

Você compõe suas próprias músicas. Por um acaso, em alguma delas, você teve receio de estar compartilhando demais sobre sua vida pessoal? Ou você acredita que a partir do lançamento, ao escutarem as músicas, o público acaba se identificando e tornando as músicas sobre suas próprias histórias?

Bryan: Acho que a identificação vem exatamente daí. Vejo as pessoas se identificando justamente por ser algo pessoal.

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