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Gabi Melim em entrevista exclusiva sobre “Escapismo”

Gabi Melim bateu a marca incrivél de 1,3 milhão de streams em “Escapismo”, seu mais recente álbum. O trabalho celebra um momento de virada na sua trajetória com a arte. Com 13 faixas, o álbum se mistura entre inéditas e releituras de antigos sucessos da cantora, frutos do álbum “Gabriela” e da banda Melim.

Nas seis faixas inéditas, Gabi passeia pela brasilidade musical. O pandeiro se destaca em “Roda Gigante”, música em que conta sobre as duas paralisias que viveu, um episódio triste e pessoal para ela. “Tu Me Olha” é um samba gafieira e um banho de autoestima para mulheres. “Onça Selvagem” é como diz o nome, uma música sexy bem brasileira. “Sou Brasileiro” é dedicada ao brasileiro, que trabalhador de natureza, merece seu tempo de descanso. “Vícios de Carnaval” traz o sabor do pagodão baiano pelas mãos do grande percussionista Kaina do Jêje. “Escapismo”, que dá nome ao álbum, é uma parceria com Luísa Sonza, que fala sobre se libertar do abuso emocional, seja em que relação for.

As colaborações contam ainda com Mestrinho em “Mexe com Meu Juízo” que traz a raiz nordestina da sanfona para a música. Ainda temos Maria Gadú em “Um Salve”, Ana Gabriela em “Pétalas” e Duda Beat em “Belo Horizonte”. Duda Beat que também é diretora criativa do projeto audiovisual. “Quando Gabi me convidou pra ser diretora criativa do audiovisual dela eu fiquei muito feliz e muito honrada. É a primeira vez que eu estou fazendo isso, né! Não é uma coisa que eu faço, mas contribuir com as ideias que o Césio Lima e sua equipe executou de maneira linda, me deixou muito, muito feliz. Tenho certeza que a galera vai amar, as músicas estão lindas, as músicas novas são incríveis e o visual só ajuda a contar essa história que Gabi já escreve desde quando ela era criança.”, disse no lançamento.

Em entrevista exclusiva, Gabi dá mais detalhes sobre o álbum:

O álbum já tem mais de um milhão de streams, como é para você ver seu trabalho solo ganhando espaço? Gabi: “Feliz de ver minhas músicas chegando tão longe. eu amo escrever e, depois do palco, é meu processo preferido dentro da arte. gosto de partir do nada, passar horas escolhendo uma palavra, mudando uma frase de lugar, até uma ideia finalmente dizer exatamente o que eu queria. assistir escapismo chegando organicamente a quase 1 milhão e meio, é surreal. cada dia que passa o disco atravessa mais e mais públicos diferentes. uma música escapar de mim e em algum momento, descobrir até onde ela pode ir, é uma das melhores partes.”

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O álbum aborda muito sobre autoconhecimento e liberdade, você sente que esse foi seu trabalho mais pessoal até então?
Gabi: “Sim, porque eu acho que quanto mais a gente se conhece, mais pessoal o trabalho vai ficando de alguma forma. Sem contar na liberdade de poder trazer minhas referências.”

O álbum tem diversos nomes de peso como Luisa Sonza, Mestrinho, Maria Gadú, como foi para você escolher os feats que iriam compor esse trabalho?
Gabi: “Os encontros musicais também são uma parte muito importante dessa narrativa. Ter artistas como Maria Gadú, Ana Gabriela, Luísa Sonza, Duda Beat e Mestrinho dividindo esse universo comigo tornou tudo ainda mais vivo, afetivo e potente. Com o Mestrinho, especialmente, aconteceu um encontro muito simbólico. A música já carregava essa essência nordestina desde a versão original do álbum Gabriela em que ele já tinha gravado sanfona. Dessa vez ele trouxe sua voz, sotaque e origem para dentro da faixa, ampliando ainda mais a emoção e a identidade brasileira desse baião.”

Como foi ter Duda Beats como diretora criativa do projeto audiovisual?
Gabi: “Duda tem uma sofisticação e elegância que é natural dela, ela vê arte em tudo. Ela me conhece bastante e já existe uma intimidade entre a gente. Então foi um processo natural, leve, fluido. E acho que ela conseguiu colocar o olhar dela no projeto sem deixar de entender o que eu queria contar. Foi muito especial construir isso juntas.”

Como é para você manter sua identidade em meio a pressão da indústria?
Gabi: “Eu acho que tem que ter um pouco de teimosia, sabe? [risos] Porque sempre vai ter alguém dizendo o que você deveria fazer, como deveria soar, o que funciona mais. Eu escuto, mas no final eu preciso sentir tesão no que eu tô fazendo. Se não tiver verdade pra mim, não adianta funcionar pra todo mundo.”

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