Morreu na última segunda-feira (12) o cantor Anderson Paz, um dos principais intérpretes do Carnaval do Rio de Janeiro nos anos 2000 e 2010.
Anderson estava internado no Instituto Nacional do Câncer (Inca), no Centro do Rio, e faleceu devido a complicações de um câncer no pâncreas, ao qual tratava há alguns anos. Segundo informações da família, o cantor chegou a ter remissão, mas a doença voltou de forma agressiva no final do ano passado.
Nascido no Complexo da Maré, Zona Norte da capital fluminense, Anderson Fernandes da Silva (seu nome de batismo) começou a carreira cantando em blocos de carnaval e grupos de pagode até ganhar sua primeira oportunidade como intérprete de samba-enredo no ano 2000, pela Lins Imperial. Por sua atuação, recebeu o prêmio S@mbanet. Posteriormente, o cantor teve passagens marcantes por São Clemente (entre 2001 e 2004), Acadêmicos da Rocinha (2005, 2006 e entre 2008 e 2012) e Unidos do Porto da Pedra (de 2014 até 2017). Ele ainda acumula passagens por Paraíso do Tuiuti, Estácio de Sá e Unidos do Peruche, em São Paulo.
Sua última aparição no carnaval foi em 2019, pelo Império Serrano – que naquele carnaval utilizou a música “O Que É, O Que É?”, de Gonzaguinha, como samba-enredo. Desde então, Anderson Paz estava afastado dos desfiles para se dedicar à religião – ele se converteu evangélico em 2012 e atualmente era pastor.
O corpo de Anderson Paz foi sepultado no início da tarde desta quarta-feira (14). Pelas redes sociais, escolas de samba lamentaram a perda: “Marcou história por cinco carnavais e conquistou o acesso da nossa escola e foi o intérprete em nossa segunda passagem no Especial, deixa seu legado cravado em nossa historia”, publicou a Acadêmicos da Rocinha.








