Televisão

Carlos Tramontina fala sobre sua saída da Globo no ‘The Noite’

Em entrevista ao “The Noite”, que vai ao ar nesta quinta (28), Carlos Tramontina falou de sua saída da Globo, após anos na emissora.

Já vinha falando que queria descansar e ter um ano de viagens, fazer outras coisas. Falei com a minha diretora já no começo do ano e não escondia de ninguém…. Minha ideia não era chegar aos 80 anos e descobrir que ‘puxa, deveria ter feito aquilo’. Não, eu quero ir para tal lugar, eu quero fazer tal coisa– disse o ex-apresentador do SP2.

A respeito do acordo, conta: “falei ‘vamos conversar. Quero impor duas coisas. Uma: eu quero sair sem mágoa. Duas: eu quero ter, por parte da Globo, o reconhecimento da minha dedicação. Saí ‘numa boa’. A Globo reconheceu, de diferentes formas, e isso faz parte de um acordo confidencial, a minha dedicação à empresa”. E completa: “defini que queria fazer o Carnaval, a apuração e falei ‘quero estar no jornal até o último instante’…. Minha saída foi absolutamente na boa”. 

Ele diz que não usa terno desde o dia 26 de abril e comenta: “houve um momento em que eu tinha onze ternos. A turma acompanha e, se você começa a repetir o terno, todo dia, o cara fala assim ‘você está com o mesmo de ontem, essa gravata eu já vi’”. Tramontina recorda sua primeira entrada ao vivo, que lhe causou até mesmo uma dor de barriga de nervoso: “era uma campanha de vacinação. Estamos falando de uma época que não tinha celular, a comunicação não era tão boa. Você tinha que fazer acontecer e rezar para que tudo desse certo”. 

Falando das grandes coberturas que já fez, avalia: “fiz coberturas de grandes enterros. Ainda bem que ninguém me marcou como ‘o cara do enterro’”.

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E revela um fato que presenciou no velório de Ayrton Senna: “me lembro da Adriane Galisteu chegando ao velório e não se aproximando do caixão. Ficou ao fundo. Ela não era aceita pela família. Quando a Xuxa chegou, foi recebida pela família, ficou ali, ao lado do caixão e tudo mais”. 

O jornalista recorda ainda que, na ocasião da morte dos Mamonas Assassinas, teve um ‘imprevisto’: “tinha ido a um restaurante japonês e o saquê estava bom. Fui dormir tarde depois de algumas (doses). Me acordaram 5h da manhã ‘os rapazes morreram, os Mamonas’. Eu falei: ‘Ramones? Não gosto do Ramones’. Uma confusão. Falei ‘nesse momento não há a mínima condição de sair daqui e ir para o trabalho. Me dá mais umas duas horinhas para eu me recuperar (da ressaca)’”. 

Sobre os novos projetos, declara: “estou cuidando agora, bem, do Instagram e, de forma muito simples, abri o canal do YouTube e coloquei duas reportagens que fiz sobre São Paulo. Tem dado uma repercussão e um resultado muito interessantes”. Carlos Tramontina comenta ainda sua famosa frase “seis e ônibus” e diz: “virou meme de uma tal maneira que as pessoas não esquecem”. Aproveitando a deixa, Danilo o presenteia com um relógio personalizado que faz referência ao meme. 

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Fernando Machado
Publisher e criador do site

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