Hoje (07) está de volta ao “Vale a Pena Ver de Novo” um clássico da teledramaturgia brasileira “Laços de Família”.
Exibida em 2000, a novela gira em torno de Helena (Vera Fisher), que em um acidente de trânsito conhece Edu (Reynaldo Gianecchini) e partir daí começam um romance. Porém, com o passar do tempo, Edu acaba começando a gostar de Camila (Carolina Dieckmann) e acabam assumindo um romance. Helena não chega a reclamar, diferente de Íris (Deborah Secco), em que passa a novela toda acusando sua sobrinha de ter roubado o namorado de sua irmã.
Com isso, vamos listar cinco curiosidades sobre a trama polêmica de Manoel Carlos que volta em sua quarta exibição.
Trio Vera Fisher, Marília Gabriela e Reynaldo Gianecchini
Uma fato que chamou atenção na época da exibição da novela foi o de boatos maldosos envolvendo Vera Fisher e Reynaldo Gianecchini. Algumas revistas davam a entender que o beijo entre os atores estava real demais e que isso tinha despertado ciúmes da esposa do ator estreante, a Marília Gabriela. Chegou até a circular na época nas revistas de que a jornalista teria ido embora cedo da festa de lançamento da novela por conta de ciúmes, mas tudo não se passou de um boato.

Classificação indicativa e crianças fora da novela
Durante a exibição, o juiz Siro Darlan determinou que os atores mirins ficassem fora da trama devido por conta de três motivos: as cenas de sexo e violência da novela e o fato da atriz mirim Larissa Honorato, que era a Nina, filha de Clara (Regiane Alves) e Fred (Luigi Baricelli) ter sofrido um trauma psicológico durante as gravações de uma cena intensa entre os seus pais na ficção. Na história, a personagem chegou a ser substituída pela Julia Magessi, mas não foi por muito tempo.
Com isso, o elenco infanto-juvenil que tinha Carla Diaz, e Júlia Almeida teve que ser suspenso a partir de 28 de outubro de 2000, sob pena de 70 mil reais caso a decisão fosse descumprida. Júlia chegou a voltar a novela para viver Estela, após seu pai, o autor Manoel Carlos, entrar com uma ação na justiça. Aos demais, a Globo recorreu sobre a decisão. A justiça e a emissora chegarem a um acordo e os atores mirins retornaram a trama.
“Laços de Família” foi a primeira trama ser obrigada a ir ao ar após 21h devido a sua reclassificação por conta da Classificação Indicativa, recém-criada na época devido a maluquice que era a TV nos anos 90. A partir daí, a novela das oito ficou começando às nove, até ser ser denominada oficialmente como novela das nove em 2011, com a estreia de “Insensato Coração”.
Aumento das doações de medula-óssea
Todas as vezes que a novela foi exibida (2000/2001, 2005 e 2016), a trama provocou um aumento no número de doadores de medula-óssea. Isso se deve por conta da Camila, que na história precisa de uma doação por conta da Leucemia em que sofre. De acordo com dados da Fiocruz, em 2001, logo após ao final, cerca de 149 novos doadores foram cadastrados ao REDOME (Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea), um aumento significativo já que a média era de 10 novos cadastros ao mês.
Mesmo com a pandemia, esperamos que a reprise de 2020 tenha esse “Efeito Camila”.
Cenas machistas que darão o que falar

Em um relato ao site Valkíreas, a jornalista Ana Luísa Bussular fez um relato interessante durante a reprise da novela em 2016 no Canal Viva: o da visão machista de Manoel Carlos. No texto é destacado a preferência que Helena tem pelo filho Fred (Luigi Baricelli), o assédio de Danilo (Alexandre Borges) com a emprega da casa Rita (Juliana Paes), as agressões de Orlando (Henri Pagnocelli) em cima da prostituta Capitu (Giovanna Antonelli), em que não aceita nada com ele e o faz coisas como rasgar sua roupa, puxar o seu cabelo e até agredir o pai da personagem, e machismo de Pedro (José Mayer) batendo de cinta na Íris.
Aliás, tem uma cena entre Pedro e Cínthia (Helena Rinaldi) em que a estupra e ainda vai pra casa carregando o peso em que estava dando moral a ele. Isso só dá mais uma prova de que os textos de Manoel Carlos não combinam com a sociedade atual.
Cena inesquecível além da Camila raspando o cabelo

Ao falar de “Laços de Família”, todos automaticamente associam a cena em que a Carolina Dieckmann raspa a cabeça pela sua personagem na frente das câmeras. Mas a história ainda tem uma outra cena marcante, a morte da Ingrid (Lília Cabral) na frente de sua filha Íris, após as duas serem feitas de reféns em um assalto a um posto de gasolina.
Em entrevista ao “Sem Censura” da TV Brasil, a própria Lília disse ter ficado surpreso com a morte da personagem. Porém, tudo levo a crer que a atriz se despediu da novela para ser uma das protagonistas da adaptação cinematográfica de “A Partilha”, cuja as gravações foram entre novembro e dezembro de 2000.
“Laços de Família” retornar a TV hoje às 16h30








