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Crítica – ‘Spencer’ mostra que Kristen Stuart amadureceu como atriz

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Pensem em um filme que foca para o íntimo e tenta mostrar uma pessoa que é a frente do seu tempo. Pois bem, é assim que é “Spencer”, que tem como foco retratar os últimos dias da Princesa Diana em seu casamento com o Príncipe Charles, no final de 1991.

A produção usa como pano de fundo o último natal da Lady Di com a Família Real na casa de campo da realiza, onde não se sente bem ao seguir as tradições impostas da monarquia britânica e ter que ver os seus filhos, William e Harry, ainda crianças, seguindo o mesmo caminho.

Assim como relatos da vida real, o filme mantém o papel fiel em trazer uma Diana que quer pensa no futuro e não quer olhar para o passado. Para quem não viveu a época da Princesa, como a pessoa que vos escreve, Diana era uma pessoa em que se conectava com o povo e fazia diversas campanhas para ajudar os mais necessitados e até mesmo uma explicando que HIV/AIDS não está restrito apenas aos homossexuais.

Para a construção disso, a excelente atuação de Kristen Stuart demonstra uma Diana sofrendo e que tem receito de estar vivendo aquilo, porém relutando para estar próximo de seus filhos. A medida que mais restrições vão sendo impostas, maior a densidade que a Kristen vem colando na personagem, como quando a Di ver sua cortina de sua janela costurada para afastar o assédio dos paparazzis, que quase seis anos após iria provocar a sua morte.

O filme ainda mostra a Lady Diana tenso que enfrentar a pressão do então seu marido em querer levar as crianças para caçar e se sentindo sozinha. Isso contribui ao que a Princesa passou dentro daquela realeza, que diga-se passagem, apesar dos avanços, como aceitar o casamento do Príncipe William e da Meghan (uma atriz até então divorciada), a Família Real Britânica ainda está muito no passado.

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Acrescentando ao contexto, está a ótima fotografia do diretor xxx, que foca no íntimo da personagem com uma direção de cena que não é muita vista em filmes, porém mais em séries fora dos Estados Unidos. Por esse lado, foi uma ideia arrebatadora. Junto a isso está a trilha sonora, que vai se demonstrando tensa conforme vai aumentando a tensão da personagem. Em filmes atuais, ficou até raro de ver uma combinação assim, mas em “Spancer” há.

Aliás, por que “Spancer”? Para quem não sabe, este é o sobrenome da família por parte de pai da Diana, e que ela utilizada quando queria viver uma rotina discreta, longe da realeza e sem demonstrar assédio dos paparazzis.

Anotem o que vou dizer: tem tudo para levar um Oscar no ano que vem!

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