Negócios

Conforto térmico define faturamento de bares durante a Copa

Ambientes preparados aumentam permanência, elevam consumo e se tornam vantagem competitiva em dias de alta demanda

O aumento da demanda em bares e restaurantes durante a Copa do Mundo deve colocar à prova a capacidade operacional desses estabelecimentos, com impacto direto no faturamento. Dados da Empresa de Pesquisa Energética mostram que a climatização pode representar cerca de 47% do consumo de energia em edifícios comerciais no Brasil, mas, em períodos de alta ocupação, o peso vai além do custo e passa a influenciar receita, permanência e consumo por cliente.

Para Patrick Galletti, engenheiro de climatização e CEO do Grupo RETEC, a relação entre conforto térmico e resultado financeiro é direta. “Não é só sobre conforto, é sobre receita por cliente. Em dias de jogo, ambientes preparados mantêm o público por mais tempo e aumentam o consumo médio”, afirma.

A lógica é simples. Em espaços lotados, a temperatura sobe rapidamente e o ambiente se torna desconfortável. Quando isso acontece, o cliente reduz o tempo de permanência ou deixa o local antes do fim da partida. Em contrapartida, locais com climatização eficiente conseguem reter o público por mais tempo, ampliando o volume de pedidos e o ticket médio.

Permanência maior significa mais consumo

O comportamento do consumidor em bares durante grandes eventos está diretamente ligado à experiência no ambiente. Quanto mais confortável o espaço, maior a tendência de permanência ao longo do jogo e maior o consumo acumulado por mesa.

Temperatura equilibrada, ar renovado e ausência de odores contribuem para uma experiência mais agradável, o que impacta não apenas o consumo imediato, mas também a decisão de retorno. “Ambientes desconfortáveis fazem o cliente ir embora mais rápido. Em dias de jogo, isso reduz o faturamento de forma direta”, diz.

Além da temperatura, a qualidade do ar ganha relevância em locais com alta concentração de pessoas. Ambientes fechados e cheios aumentam níveis de CO₂, umidade e partículas suspensas, o que pode gerar desconforto e afetar a experiência.

Sinais ignorados viram prejuízo em dias de pico

Mesmo com esse impacto, muitos estabelecimentos operam com sistemas sem manutenção adequada. Os sinais de alerta costumam aparecer antes da falha, mas são ignorados até se tornarem um problema operacional.

Dificuldade em manter a temperatura, aumento na conta de energia, odores no ambiente, ruídos ou vazamentos indicam perda de eficiência. Em casos mais críticos, a falta de limpeza pode levar à proliferação de fungos e bactérias dentro dos equipamentos, resultado da combinação entre umidade, poeira e uso contínuo.

“Quando o sistema começa a dar sinais, o impacto já está acontecendo. Em um evento como a Copa, isso se traduz em perda de cliente e de receita”, afirma.

Climatização sai do custo e vira estratégia

Para empresários, tratar a climatização como parte da estratégia operacional pode gerar ganhos diretos. A manutenção preventiva reduz falhas em momentos críticos e evita aumento desnecessário no consumo de energia.

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A adoção de tecnologias mais eficientes também contribui para equilibrar conforto e custo. Sistemas com automação e sensores de ocupação ajustam a operação conforme o fluxo de pessoas, evitando desperdícios e mantendo estabilidade térmica mesmo em horários de pico.

Outro ponto é o dimensionamento adequado. Equipamentos subdimensionados não suportam ambientes cheios, enquanto sistemas bem projetados garantem desempenho contínuo mesmo com alta rotatividade de clientes.

“Se o sistema não consegue manter o ambiente confortável em dias de pico, o problema não é mais manutenção, é estrutura. E quando bem planejada, a climatização deixa de ser gasto e passa a gerar retorno”, explica.

Em um cenário de alta concorrência e consumidores mais exigentes, a experiência dentro do ambiente passa a influenciar diretamente o resultado financeiro. Durante a Copa, essa relação se intensifica e evidencia um ponto cada vez mais relevante para o setor: o conforto térmico deixou de ser um detalhe operacional e se tornou um fator que define quanto um negócio consegue faturar.

Sobre Patrick Galletti

Patrick Galletti é Engenheiro Mecatrônico, pós-graduando em Engenharia de Climatização, pós-graduando em Qualidade do Ar e especialista no "Impacto das mudanças climáticas na saúde das pessoas", pela Universidade de Harvard. Possui experiência em engenharia de orçamento, gerenciamento de riscos de construções, obras e operações offshore em uma das maiores empresas do Brasil, além de onze anos de atuação no mercado de climatização. Atualmente, é CEO do Grupo RETEC, uma empresa pioneira e referência com mais de 44 anos de atuação no mercado de AVAC-R (aquecimento, ventilação, ar-condicionado e refrigeração).

Para mais informações, visite o Instagram.

Sobre o Grupo RETEC

O Grupo RETEC é referência, há mais de 44 anos, no setor de climatização e refrigeração no Distrito Federal e Goiás, oferecendo soluções integradas para instalação de ar-condicionado, ventilação, isolamento térmico e renovação de ar. Com uma equipe altamente qualificada e parcerias com fabricantes líderes, a empresa garante acesso às tecnologias mais avançadas e inovadoras do mercado. Oferecendo suporte técnico especializado e produtos com pronta-entrega, o Grupo RETEC está comprometido com a excelência, inovação e satisfação de seus clientes em projetos de diferentes portes.

Para mais informações, acesse o site oficial, Linkedin ou pelo Instagram.

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Fernando Machado
Publisher e criador do site

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