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Crítica – “Bad Boys Para Sempre” mantém a essência da saga

Hoje chega aos cinemas “Bad Boys Para Sempre”, o terceiro filme da franquia estrelada por Will Smith e Martin Lawrence e que novamente os trás na pele dos agentes do FBI e que anda os trás no pique para mais uma dose de adrenalina.

Em seu terceiro filme, “Bad Boys” vem com a mesma essência dos anteriores: capturar bandidos grandes e com as tiradas divertidas da dupla. O roteiro assinado por Chris Bremner, Joe Carnahan e Peter Craig consegue agrandar aos fãs nostálgicos e também que curtem o gênero de ação, porém a história fica a desejar pela sua enrolação e por ser previsível.

A ação começa inicialmente, porém fica um tempo se arrastando e dando voltas na aposentadoria de Marcus Burnett (Martin Lawrence), chega até ser compreensível, pois rende boas risadas e mostra um outro lado do agente, porém não precisava ser tanto. Já a previsibilidade se dá no toque de drama latino no roteiro.

Pois bem, assim como grandes filmes de ação de 2019, Bad Boys também tem cenas gravadas no México e ressalta aquela velha-atual rixa entre Estados Unidos e o país do Chaves. Quem é esperto, percebe logo de cara o objetivo do longa e só fica esperando pelas cenas de ações mesmo e o humor afiado da dupla. Criar uma história familiar é válido, porém não de forma que já se gasta em menos da metade do longa.

Conforme dito, as cenas de ação são boas, mas também em alguns momentos causam desconforto com o excesso de efeitos especiais de CGI, o que não rola muito nos dois filmes anteriores. Trazer essa modernidade para uma saga de sucesso o fez perder a essência da cena de explosão, por exemplo. Certo que trás mais segurança, mas não encanta.

Segundo boatos, é previsto que “Bad Boys” tenha outros filmes, porém, de acordo com a história mostrada, não há fôlego para mais um longa. Este é mais válido por ser uma comemoração e por estarmos vivendo uma era de remakes e reboots. Se a saga acabar por aqui, fica de bom tamanho e sem desapontar os seus fãs, já para continuar, poderia acabar perdendo a essência e até não ter a mesma aceitação. Infelizmente, é preciso aceitar que um ciclo se fecha, e da dupla Mike e Marcus também.

Ao todo, é um filme que vale a pena ser visto e que trará boas risadas com um pouco de indignação pelo roteiro.

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