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Curiosidades de ‘Paraíso Tropical’: Ranking de baixaria, indicação ao Emmy e gravada em HD, porém não editada nesse formato

Nesta segunda (05), às 15h30, está de volta no Viva a novela “Paraíso Tropical”, exibida originalmente em 2007 e que fez um grade sucesso na época.

A novela gira em torno das gêmeas Paula e Taís (Alessandra Negrini), em que Paula é mulher doce, enquanto Taís faz de tudo para crescer na vida, ao ponto de se juntar ao Olavo (Wagner Moura) para atrapalhar o romance de sua irmã com Daniel (Fábio Assunção). Apesar da trama principal, quem tem destaque é o casal Olavo e Bebel (Camila Pitanga), em que vivem momentos divertidos que caíram na boca do público na época.

Com isso, fizemos uma lista das curiosidades da trama de Gilberto Braga e Ricardo Linhares, que foi escolhida para ser reprisada no canal por assinatura após “Cara & Coroa” ter sido barrada por questões de direitos autorais.

1 – Casal Bebel e Olavo e Camila Pitanga gravando cenas tensas grávida

Foto: Willian Andrade/TV Globo

Se tem algo que faz a trama ser lembrada, até mais que os protagonistas, é o casal formado pelos personagens de Wagner Moura e Camila Pitanga. De início, quem iria fazer o vilão seria o Selton Mello. Porém, devido a compromissos com filmes, não pode ficar com o papel. Já o da prostituta seria com a Mariana Ximenes, que rejeitou por querer ficar um tempo afastada da TV.

O casal improvável ganhou a simpatia dos telespectadores, que torciam até para que terminassem juntos, porém não acabou acontecendo. Olavo morre e Bebel é presa e se termina ao lado de um senador. Inclusive, no último capítulo da trama, Camila Pitanga gravou cenas tensas do personagem, em que até cai no chão, sem saber que estava grávida de sua primeira filha.

2 – Alessandra Negrini não foi a primeira opção

Para o papel das gêmeas protagonistas, a primeira opção foi a Cláudia Abreu, com quem Gilberto Braga havia trabalhado em sua novela anterior “Celebridade”. Porém, devido a gravidez da atriz, Alessandra Negrini acabou ficando com as personagens.

3 – Retorno de duas atrizes a TV

“Paraíso Tropical” também marcou o retorno de duas atrizes veteranas a TV. A primeira foi a Deisy Lúcidi, que estava afastada da televisão há 31 anos, desde a novela “O Casarão” em 1976. Nesse meio tempo focou na carreira política e de radialista.

A outra foi a Renée de Vielmond, que estava afastada da TV desde “Explode Coração”, no qual viveu um par romântico polêmico com o Rodrigo Santoro, por conta da diferença de idade. Na novela da 2007 a sua personagem ganhou a simpatia do público com o romance com Lucas (Rodrigo Veronese). A atriz, que faria somente uma participação no início da novela, acabou retornando na reta final.

4 – Último capítulo diferente na reprise e com cenas falsas

No dia 28 de setembro de 2007, foi ao ar o último capítulo da trama, em que responderia o mistério de “quem matou a Paula?”. De forma previsível, acabou sendo o Olavo por envenenamento.

A sequência gerou na gravação de cenas falsas para despistar a imprensa, que foi gravada no dia anterior ao último capítulo. Wagner e Alessandra só souberam do desfecho da morte dois dias antes de gravarem, conforme falaram na matéria que foi ao ar no “Fantástico”.

Além disso, o capítulo final que foi ao ar na noite de sexta foi diferente do que foi transmitido no dia seguinte. Na versão em que foi ao ar no sábado, além de haver cortes em algumas cenas, como a perseguição ao Olavo, houve também a inclusão de duas cenas inéditas: o final feliz do casal gay Tiago (Sergio Abreu) e Rodrigo (Carlos Casagrande) e a explicação em que Marion (Vera Holtz) dá de que a Alice (Guilhermina Guinle) foi condenada a prestar serviços comunitários por ter agredido uma funcionário do hotel e de que Bebel havia perdido o bebê com Olavo na cadeia.

5 – Ficou no top 5 do ranking de baixaria da TV em 2007

Durante os anos 2000, por conta da falta de senso em que as emissoras tinham na época, foi criada um conselho de ética em que os telespectadores faziam denúncias do que era exibido, que foi a campanha “Quem Financia a Baixaria é Contra a Cidadania”, o que mais tarde culminaria em uma classificação indicativa mais rigorosa, que prevaleceu entre 2008 a 2016 com restrição por horário de conteúdos e uma fiscalização intensa.

Na 13ª edição do ranking, “Paraíso Tropical” ficou em quinto lugar por denúncias de cenas de sexo e de violência. O campeão da lista foi o “Big Brother Brasil 7”, seguido por “Pra Valer” (2º lugar), o programa da Claudete Troiano na Band, a novela “Pé na Jaca” (3º lugar) e o “A Tarde é Sua” (4º lugar).

6 – Audiência baixa nos primeiros capítulos

Como é da praxe, o início de uma novela sempre tem uma audiência abaixo do esperando, o que acaba aumentando ao longo de sua exibição (ou não). Na trama de Gilberto Braga e Ricardo Linhares, a Globo convocou o seu grupo de discussão antecipadamente com o intuito de reverter a audiência da trama, que estava abaixo da meta.

De acordo com a pesquisa, a discursão apontou o seguinte: sensação de déjà vu em relação a trama anterior, “Páginas da Vida”, em que era abordada também na Zona Sul do Rio de Janeiro, falta de interesse pela mocinha Paula, excesso de maldade entre os vilões, falta de humor e as cenas de sexo, nos quais a pesquisa relatou que os telespectadores se sentiam constrangidos em ver momentos assim na frente dos filhos.

Após os ajustes, a trama foi subindo de audiência. Porém, fechou com 42 pontos de média geral, 3 pontos abaixo da meta de 45 pontos.

7 – Primeira telenovela brasileira indicada ao Emmy

“Paraíso Tropical” se tornou a primeira novela brasileira a ser indicada ao Emmy Internacional na categoria “Melhor Telenovela”. Porém para “The Invasion Igtiyah” da Jordânia. O Brasil só iria conseguir a sua primeira vitória na categoria em 2009 com “Caminho das Índias”.

8 – Foi gravada em HD, porém não foi editada nesse formato

A trama foi a primeira da Globo gravada inteiramente com câmeras em HDTV. Porém, a emissora não editou a novela nesse formato por um simples motivo: em 2006, a estreia do sinal digital foi adiada para dezembro de 2007, fazendo com que a emissora não investisse nesse formato para a novela.

Um exemplo de que a novela não foi editada neste formato está como o “Vídeo Show” mostrou como era trabalho os efeitos especiais na duplicação da Alessandra Negrini. Se reparar bem, a edição está no aspecto 4×3, diferente dos 16×9 que é usando nas transmissões em HD. Somente a novela posterior, “Duas Caras”, viria no formato em que vemos hoje.

Foto: Reprodução/Globo
Foto: Reprodução/Globo
Foto: Reprodução/Globo

Com isso, a trama será exibida no Viva no formado 4×3 e esticado, conforme o canal faz com as produções antigas.

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