Televisão

‘Vai na Fé’: O que podemos esperar da nova novela?

Sol (Sheron Menezzes)
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Neste segunda (16), estreia a nova novela das sete, “Vai na Fé”, escrita pela Roseane Svartman e dirigida por Paulo Silvestrini.

A trama gira em torno de Sol (Sheron Menezzes), uma vendedora de quentinhas evangélica que sempre sonhou em ser cantora. Aos 40 anos, ele recebe um convite para ser backing vocal de Lui Lorenzo (José Loreto), um cantor que vem decaindo na sua carreira. Com isso, o sonho de sol reascende e acaba gerando controvérsias na igreja, já que seu comportamento é considerado “mundano”.

Inclusive, o fato da protagonista ser consideredo evangélica acabou chamando a atenção dos possíveis telespectadores. Durante a coletiva de imprensa, a autora também ficou impressionada com essa devida reação. A sua justifica foi de que a personagem tem sua fé, assim como a Elisa (Marina Ruy Barbosa), de “Totalmente Demais”, e a Paloma (Grazi Massafera), de “Bom Sucesso”.

A protagonista evangélica acontece num momento que a Globo vem flertando com este público, que segundo a própria pesquisa de mercado divulgada durante a Rio2C no ano passado, tende nos próximos anos a passar o número de fiés ligados a religião católica. Além de que, é uma personagem evangélica que não será tratada de forma caricata ou humoristica como já ocorreu em diversas produções, como “Avenida Brasil” e “América”.

Ainda sobre a trama, outro ponto em destaque é a diversidade que ela trará tanto em cena, como protegonistas negros e personagens LGBTQIA+, quanto nos bastidores. Isso chama a atenção uma vez que esta diversidade que está em “Vai na Fé” era motivo de humor na faixa das sete nas décadas passadas, que não cabe mais na sociedade de hoje. Na última trama da autora, “Bom Sucesso”, já podemos ver um pouco desse panorama.

Ao ser pergunta da sobre esta relação com a sua trama, Roseane nos contou que isso é um reflexo da sociedade.

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“Eu acho que o maior agente transformador da telenovela é a sociedade. Se a gente olha a primeira novela, de Walter Foster (autor de “Sua Vida Me Pertence”, a primeira telenovela da TV Brasileira, na Tupi), o grande escândalo foi o beijo. Que gerou o boca a boca, o buxixo, o grande assunto. Foi o primeiro beijo dentro da sala de casa. Hoje se você ver uma novela, não tem uma novela sem beijo. Então, pensando nisso, acho que a sociedade quase que manda, ou pede, que a telenovela seja mais representativa, que tenha diversidade não só o que a gente vê na tela, mas também de quem realiza, de quem escreve, quem atua, quem produz, quem faz o figurino, quem faz o figurino. É uma dependência da sociedade. Eu tendo a crer que a sociedade pede por mais representatividade” – disse a autora.

Isso também será mostrado em sua trilha sonora, começando pelo tema de abertura, que será uma versão original baseada na música “Vai na Fé” do MC Liro, que cantará ao lado da Negra Li. “Não é bem do funk ao gospel. São vários assuntos e vários universos que se dialogam.. temos uma novela mais mosaico que Totalmente Demais e Bom Sucesso… A religiosidade faz parte de alguns personagens como na vida” – disse Roseane durante a coletiva.

Outros temas também poderão dar o que falar na trama, que são o relacionamento tóxico que a Clara (Regiane Alves) sofre do marido Theo (Emílio Dantas), e a relação que o Lui terá com a sua mãe Wilma Campos (Renata Sorrah), que é a sua empresária e uma atriz que já foi sucesso no passado.

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