Cinema

Crítica – “Carcereiros” tem ação e uma história rasa

Hoje chega aos cinemas “Carcereiros – O Filme” derivado da série homônima exibida na Globo por duas temporadas (com a terceira a estrear no ano que vem) e inspirado no livro homônimo escrito pelo Dráuzio Varella.

Assim como a versão da TV, o longa também gira em torno do agente penitenciário Adriano (Rodrigo Lombardi), que dessa vez tem que ficar na cola de um terrorista, interpretado pelo Kaysar Dadour, que foi capturado no Brasil após fugir de um atentado terrorista provado pelo personagem na Europa e que gera conflito na penitenciária, já que os presos não concordam com a ‘hospedagem’ dele.

Apesar de parecer que o filme seguirá essa história, o mesmo acaba tomando um rumo completamente diferente e confuso, com diversas cenas de tiros, mortes e ameaças entre as facções e os mercenários que entram com o seu objetivo, que ao final não acabam acrescentando em nada na história, a não ser um enchimento para não o deixar curto.

Ainda continuando com o roteiro, o mesmo não sustenta o filme de quase duas horas de duração, pelo contrário, a situação cairia bem como mais um episódio da série, em forma da especial ou até mesmo em filme para TV, só que mais curto.

Se você nunca viu a série e queira ver o filme, pode ir tranquilo pois o longa não tem conexão com as histórias tratadas nas duas temporadas da série além da história contada pelo Adriano de ver o sobrinho morto (interpretado pelo Caio Blat na TV) em uma rebelião no presídio em que trabalha, apenas é um derivado que usa de sua essência. Inclusive faltando personagens que acrescentariam bastante, como o pai do Adriano, que é ex-agente penitenciário e interpretado pelo Othon Bastos na TV.

Apesar disso, o longa assim como a série exibida na Globo tem um ponto positivo em mostrar a deficiência que há no sistema carcerário brasileiro em relação aos presos e as consequências físicas e mentais em que um agente penitenciário tem com o seu trabalho.

Se você curte o gênero, até vale a pena a ir, pois ainda soa como uma novidade em nosso cinema nacional o estilo tratado.

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