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Crítica: “Maria e João: O Conto das Bruxas” decepciona na adaptação

Maria e João é mais uma daquelas adaptações que geram expectativas em torno da história e ao final acaba decepcionado, apesar da ideia proposta da adaptação do conto ser boa, a começar pela mudança no título.

Colocar Maria na frente do João reforça a ideia encontrada no filme da personagem ser mais velha e mais dona de sua vida do que o seu irmão, que é apenas uma criança que sonha em ser caçador. Porém a ideia do mundo sombrio não acabou deixando a história desejável.

O roteiro não consegue ir além do que é a história conhecida de João e Maria, e até o desencadear da história (que é o que já imaginamos) fica se arrastando e não trazendo surpresas. Os atores Sophia Lillis (Maria) e Sammy Leakey (João) até conseguem demonstrar o carisma, mas não prende.

Apesar de não agradar, a adaptação clássica consegue dialogar com o que vem acontecendo nos filmes mais recentes (vide “Aves de Rapina”), o empoderamento feminino, que não fica apenas na mudança de nome. Maria é uma jovem com uma personalidade forte e que com o sofrimento consegue ter forçar para cuidar de seu irmão João, que no conto infantil são apenas duas crianças.

Talvez esse seja o principal e único destaque do longa do conto dos Irmãos Grimm. Até o terror não consegue atingir as expectativas esperadas. Talvez se fosse um filme mais focado no suspense ou até mesmo trouxesse uma bruxa mais ‘humanizada’ ficaria melhor. Ou então, mais surpresas na história, não ficando fiel ao conto, seria uma boa.

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