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Crítica – “O Caso Richard Jewell” mostra uma reflexão entre as relações com o FBI e a imprensa

Hoje chega aos cinemas o filme O Caso Richard Jewell , que retrata a vida do policial Richard Jewell (Paul Walter Hauser), acusado injustamente por um atentado terrorista durante as Olimpíadas de 1996, realizada em Atlanta, nos Estados Unidos.

Vamos começar pelo seguinte, como é uma história real, não há como seguir um roteiro criado, apenas ser o mais fiel possível ao fato que aconteceu nos anos 90, e acaba sendo. Diferente de algumas cinebiografias, o longa dirigido pelo famoso diretor e ator Clint Eastwood busca sempre em mostrar a inocência e em nenhum momento duvida do segurança.

Os efeitos especiais para o longa assim como as atuações estão muito boas, conseguem passar a emoção do momento que foi a sua vida. Além claro, de fazer uma crítica ao FBI, responsável pela investigação do caso, e que sempre trabalhava em cima de acusar o Richard, nunca inocenta-lo. Outro crítica que também é destaque no longa é em relação a imprensa, que o levantou como herói nos primeiros dias e nos demais seguinte o noticiou como um dos acusados do atentado em meio as investigações do FBI por mero capricho em ter um furo e que acabou prejudicando a vida do segurança.

Esses dois pontos trás uma reflexão de como as relações de imprensa e FBI mudaram ao longo desses quase 24 anos. Apesar de ser tratado como terrorismo, os autores suspeitos do atentado (incluindo o próprio Richard) em nenhum momento todos eram ligados a grupos do Islã, o que infelizmente acabou-se tornando mais frequente a partir dos anos 2000. E o da apuração jornalística, de não emitir o nome do suspeito sem ao menos ter provas cabíveis e nem fazer disso um espetáculo, como por exemplo foi o caso da Escola Base aqui no Brasil em 1994, cujo os donos foram inocentados da acusação de abuso sexual infantil.

Ao todo, é um filme que vale muito a pena ser visto!

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