Crítica – ‘Babenco: Alguém Tem Que Ouvir O Coração e Dizer: Parou’ é um mergulho na intimidade do cineasta

Na última semana chegou aos cinemas o filme “Babenco – Alguém Tem Que Ouvir o Coração e Dizer: Parou”, que conta os últimos anos de vida do cineasta Hector Babenco, sendo um convite para conhecer mais sobre a sua intimidade na visão de Bárbara Paz, sua esposa e também diretora do documentário.

O roteiro, originado dos arquivos profissionais e pessoais do casal, consegue mostrar uma coerência de como era a visão de mundo de Hector, seja no cinema ou até na sua doença, no qual lutou durante anos e ganha destaque nos seus últimos meses de vida, em meio a realização do filme “Meu Amigo Hindu” (filme que retrata metaforicamente a vida do cineasta e é protagonizado pelo Willem Dafoe, que assina a produção do documentário). Um outro fato que contribui para a boa estética que há são o fato de ser em preto e branco e os takes utilizados pela Bárbara, no qual já poderia se imaginar que mais pra frente poderia ser utilizado em uma produção.

O mergulho na intimidade no casal se soma as ideias de que Hector gostava da perfeição e da representação brasileira em seus filmes. Em diversos momentos fica nítido, porém, se destaca mais ao falar de seu último filme, citado anteriormente, no qual mescla a sua paixão pela arte e pela sua esposa. Creio que para Bárbara deva ter sido difícil, ainda mais por ser estreante, mas conseguiu se sair muito bem com a sua experiência adquirida ora pela sua convivência ora pelo seu trabalho como atriz. Inclusive, já é para ficarmos de olho no que esse aprendizado irá acrescentar ainda mais em sua carreira.

Sua indicação para representar o Brasil ao Oscar foi merecida, pois para um ano atípico no qual não tivemos pouquíssimas estreias nacionais no cinema e streaming, um documentário desse pode mostrar que estamos a altura nas produções.

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