Crítica – “M-8 – Quando a Morte Socorre a Vida” é um filme necessário

“M-8 – Quando a Morte Socorre a Vida” é daqueles filmes necessários para o momento em que estamos passando, principalmente quando é promovido a discussão entre racismo e a violência em comunidades e com pessoas negras.

O filme gira em torno de Maurício (Juan Paiva), um estudante de medicina que acaba ficando em um estudo de anatomia ao lidar com o corpo de um homem negro, que na ficção é apelidado de M-8 (Raphael Logam). Com isso, o jovem vai em busca de informações para descobrir quem era a pessoa e dar um enterro digno a ele, ao invés de ser enterrado como indigente.

A história, apesar de ser movida com a essa pesquisa, ela não acaba sendo o único desafio do protagonista, que ainda tem que lidar com o preconceito diário por ser um jovem negro cotista em um curso que é conhecido por ser de elite. Paralelamente a isso, ainda tem a sua mãe Cida (Mariana Nunes), enfermeira e que busca dar o seu filho o melhor para que realize o seu sonho (que acaba sendo o dela também) de ser médico, com a dificuldade de morar em uma periferia.

Os elementos realistas propostos por Jefferson De (diretor), o fazem parecer um filme que foi gravado recentemente, e não há dois anos atrás e que só veio a ser lançado por agora por conta da pandemia. Levar estes questionamentos só ressalta a sua importância.

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