Crítica

Crítica “Spirit: O Indomável” é uma fábula relevante para todas as idades

O drama infantil lançado primeiramente em 2002 como “Spirit: O Corcel Indomável” acaba de receber mais um longa. Dirigido por Elaine Bogan e dublado por nomes conhecidos como Isabela Merced, Eiza González e Jake Gyllenhaal. “Spirit: O Indomável” chega aos cinemas brasileiros nesta quinta-feira.

Este longa conta a história inicial Lucky Prescott, que nunca conheceu a sua mãe, Milagro Navarro, uma destemida montadora de cavalos de Miradero, uma pequena cidade perto da fronteira. Tal como a sua mãe, Lucky nunca foi propriamente fã de regras e restrições, o que sempre causou à sua Tia Cora algumas dores de cabeça. Lucky cresceu numa cidade da Costa Leste sob o olhar atento da tia, mas quando abusou da sorte com as suas excessivas aventuras arriscadas, Cora apertou o cerco e as duas voltaram para casa do pai de Lucky, Jim, em Miradero. Ao chegar Lucky ficou muito pouco impressionada com aquela pequena cidade adormecida. Mas tudo muda quando conhece Spirit, um Mustang selvagem que partilha o mesmo espírito independente que ela, e se torna amiga de duas cavaleiras, Abigail Stone e Pru Granger. O pai de Pru, o dono do estábulo Al Granger, é o melhor amigo do pai de Lucky. Quando um cavaleiro sem coração e a sua equipa planeiam capturar Spirit e a sua manada para os leiloar e condená-los a uma vida de cativeiro e trabalhos forçados, Lucky reúne as suas novas amigas e juntas embarcam corajosamente na aventura de uma vida para salvar o cavalo que lhe deu o espírito de liberdade e de determinação, e ajudou Lucky a descobrir a sua ligação ao legado da mãe e à sua herança mexicana que ela nunca imaginou.

O comportamento de um pai viúvo e a relação com sua filha é um dos itens a serem lembrados do filme, onde não muitas vezes essa narrativa fora explorada no cinema, principalmente em um filme infanto-juvenil. A abordagem é sutil, e a trilha sonora deixa tudo mais mágico, trazendo uma vivência cinematográfica inesquecível.

A saga dos desenhos “Spirit” circulam sempre ao redor do cavalo indomável e uma criança descendente de uma cultura exótica, com crenças e estilos bonitos a serem explorados e imersos ao mundo e visão do espectador. Tanto que o longa de 2002 se tratava de um menino indígena mergulhado em elementos retratados dentro desta cultura.

Os detalhes característicos dos personagens e tudo ao redor deixa tudo mais receptível e carismático; as cabeças e os olhos grandes, o cenário e suas cores extremamente coloridas e nítidas tornam a experiência mais afetiva e perto da realidade, exalando cheiro de aventura no ar, mesmo se tratando de uma animação.

Inesperadamente, o longa traz tona a crueldade relacionada a exploração de animais, especificamente cavalos para venda e abate na área rural, iluminando e ensinando ao público juvenil o respeito a animais pela conexão afável e sentimental entre Lucky e Spirit. O significado emblemático por detrás dos cavalos ensina a lição típica da frase “se você ama algo deixe-o ir”, com os animais sendo de origem selvagem, a personagem principal aprende que aquilo que é da natureza deve permanecer nela, livre de qualquer resquício da humanidade, assim como o filme dá enfase a natureza como algo a ser protegido e cultivado e jamais mudado.

A história de “Spirit” é uma fábula já ouvida várias vezes, possuindo diversos contos disponíveis na Netflix com a mesma personagem Lucky, porém neste filme o arco narrativo mais os outros componentes da obra, ajudam a elevar “Spirit: O Indomável” para outro patamar, sendo recreativo e catártico para todas as idades.

SaraFreitas
Apaixonada por cinema!

More in:Crítica