Crítica

Crítica: ‘Turma da Mônica – Lições’ foca na emoção e na transição para fase jovem do grupo

Dando sequência a era de live-action, “Turma da Mônica – Lições” conquista pela emoção em que há em seu roteiro.

Para quem não sabe, o filme dirigido por Daniel Rezende gira em torno da separação de Mônica (Giulia Benite) dos seus amigos Cebolinha (Kevin Vechiatto), Cascão (Gabriel Moreira) e Magali (Laura Raseo), após os quatro tentarem fugir da escola e a dona do Sansão acabar se machucando. Na novo colégio, a dona da rua tem que lidar com os seus novos colegas e as saudades de seus companheiros.

A produção consegue ‘dar match’ em mensagens como de superação de seus medos, lealdade e os dilemas da pré-adolescência, que chega a servir de transição para a fase jovem do grupo que será retratada em um possível terceiro filme da franquia.

Nesta sequência, os quatro buscam superar os seus medos e vícios que até então soam como a sua característica, como o caso do Cascão perder medo de água e do Cebolinha indo a fonoaudióloga. Para quem não acompanha as HQs, em “A Turma da Mônica – Jovem”, a famosa turminha de Maurício de Sousa não aparece que esse dilemas que os tornaram conhecidos popularmente. Sem dar mais spoilers, para quem companha a HQ adolescente, história deixa evidente o que irá acontecer no terceiro filme.

Apesar dessa bela construção emocional, o roteiro tem momentos em que ficam girando em círculos, apesar de sua duração não ser enorme (aproximadamente 1h30). Em relação a isto, poderiam ter tido cenas que fossem eliminadas ou reforçar mais situações de encrenca com a turminha.

Outro ponto da produção é a trilha sonora tanto instrumental quanto o tema, cantado pela Duda Beat e Flora Gil, filha da Bela Gil e neta de Gilberto Gil. Consegue encaixar perfeitamente com o propósito do filme.

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