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Entrevista – Michel Teló fala sobre seu novo EP “Pra Ouvir no Fone”

Na última sexta (04) o Michel Teló lançou o EP “Pra Ouvir no Fone”, que ainda veio acompanhado do clipe de “O Tempo Não Espera Ninguém”, no qual ambos falam das coisas simples da vida. Com isso, o cantor deu uma entrevista para nós falando sobre o seu novo trabalho e o “The Voice Brasil”.

O EP conta com músicas que foram escritas há quatro anos junto com o Téo, o seu irmão e empresário. O cantor ainda falou que a ideia do nome do projeto tem a ver com o fato das músicas serem feitas para refletir. Outro destaques da entrevista são a repercussão de “Ai Se Eu Te Pego” e os seus projetos futuros.

OA – Você está lançado agora o EP “Pra Ouvir No Fone”, com músicas feitas durante a quarentena. Como foi esse processo de produção e o que te marcou nesse período?

Teló – “Na verdade as músicas não foram feitas nesse período. Tem pelo menos uns 04 anos que venho escrevendo essas músicas e o Teo, meu irmão e empresário, também. É um sonho antigo gravar esse EP e esse momento de pandemia me pareceu ideal para passar essa mensagem de valorizar as coisas simples da vida, os momentos realmente importantes.”

OA – Uma das mensagens que você quer passar com o seu novo projeto é a de reflexão e valorizar os pequenos momentos. Nesse mesmo raciocínio, quais foram os pensamentos que mais te marcaram?

Teló – “A primeira música que fiz, “O Tempo Não Espera”, foi escrita há 4 anos. A Thais estava grávida da Melinda e eu escrevi a música em um quarto de hotel, na estrada, e me vinham esses pensamentos. A gente já conquistou tanta coisa e eu sempre senti vontade de falar das coisas simples da vida, de compor e gravar músicas com uma mensagem diferente, de me reinventar mesmo. Pensava em músicas que fossem feitas para ouvir no fone mesmo, parar, curtir e refletir.”

OA – O título “Pra Ouvir No Fone” não deixa de ser também uma indicação. Agora, por que esse conselho e não de ouvi-las de uma outra forma, como em caixa de som?

Teló – “São músicas feitas para refletir, com letras mais introspectivas, para ouvir com a alma e para se reconectar mesmo. Quero que as pessoas parem para ouvir mesmo, e não que seja só um fundo musical.”

Foto: Allan Shigueaki Mogui

OA – Nesse EP você fala que tem muito do “Michel do interior”. Mesmo com anos de estrada, o público ainda poderá ficar surpreso com seu lado do interior?

Teló – “Eu sou realmente um cara do interior, das coisas simples, das modas de viola. Eu lembro claramente, todas as vezes que estava voando de um show pro outro, aquela loucura de agenda cheia, e olhava a paisagem lá embaixo, montanhas, a calmaria e me batia uma vontade de estar lá.”


OA – Como está sendo conciliar o lançamento do seu trabalho, família e as gravações do “The Voice Brasil”? Aliás, falando no reality, se você for campeão mais uma vez, como você pretende comemorar este, que talvez, será o recorde mundial do formato?

Teló – “Nos mudamos para o Rio de Janeiro para facilitar as gravações. Estamos aqui desde agosto e ficou mais fácil ir e voltar das gravações, claro, com todas as medidas de segurança e os protocolos necessários. Por conta da pandemia e do necessário isolamento social, tenho mais tempo de estar com eles, de dar banho, dar de comer, curtir a casa e a família. Eu entro no The Voice para ganhar, mas escolho meus candidatos com o coração, com o sentimento que eles me passam. É uma honra fazer parte dessa família mais um ano e o que tiver que ser, será.”

OA Recentemente o Bang Chan, da banda k-pop Stray Kids, reagiu a música “Ai Se Eu Te Pego”, chegando até a falar que a música é linda. Como é pra você essa reação e você também curte músicas do gênero?

Teló – “O que aconteceu com essa música e os lugares para os quais ela me levou foi surreal. É uma honra ter vivido tudo o que vivi por causa dela, onde eu estive, ver o mundo cantando em português. E ainda me emociona e me deixa surpreso a reação que ela ainda provoca nas pessoas.”

OA – Quais são os seus projetos futuros?

Teló – “Estamos vivendo um dia após o outro. Este ano a gente tinha uma turnê grande agendada com o Churrasco do Teló, vários pacotes em hotéis e resorts fechados para apresentar o EP que lancei em março, mas tudo foi cancelado. Quero fazer tudo com calma e segurança, planejar uma agenda de shows quando for possível, quando tivermos a vacina. Estou com muitas saudades do palco, mas vamos esperar o momento certo para planejar o futuro.”

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