Crítica

Crítica- “Freaky: No Corpo de Um Assassino” é uma versão slasher de “Sexta-feira Muito Louca”

O novo filme de horror do diretor estadunidense Christopher B. Landon, conhecido pela criação das franquia “A Morte Te Dá Parabéns” e “Atividade Paranormal”, lhe traz humor acido, cenas com muito sangue, e brinca com o clichê da troca de corpos, e faz o espectador pensar que o filme nada mais é que um bebê da combinação entre “Sexta-Feira Muito Louca” (com Lindsay Lohan e Jamie Lee Curtis) e “Sexta-Feira 13”.

A trama do filme foca em Millie Kessler, interpretada por Kathryn Newton (The Society), uma adolescente tímida, deprimida, que se torna vítima de um serial killer conhecido como “O açougueiro de Blissfield”, interpretado por Vince Vaughn (Penetras Bom de Bico), e durante o ataque, a adaga mágica faz com que ela troque de corpo com ele. Millie descobre que tem apenas um dia para reverter a mudança ou então irá permanecer presa como um assassino, contando com a ajuda de seus amigos Josh (Misha Osherovich) e Nyla (Celeste O’Connor), enquanto o verdadeiro assassino começa a fazer um massacre na cidade em seu corpo.

Freaky: No Corpo de um Assassino | Trailer legendado e sinopse - Café com  Filme

O longa consegue mesclar perfeitamente as cenas de comédia, e cria uma sensação de conforto muito proveitosa para ser deturpada em um filme de maníaco. Landon se aproveita da classificação para maiores de 14 anos para fazer mortes grotescas em gloriosos detalhes. Para os fãs de slashers clássicos, os primeiros minutos, que mostram um grupo de jovens repletos de hormônios sendo assassinados em uma Quarta-Feira 11, são um prato cheio de violência gratuita old school. Freaky balanceia seu lado slasher com momentos inusitados a partir de quando os personagens trocam de corpo.

Diferente dos outros trabalhos do diretor como “A Morte Te Dá Parabéns” onde se tem uma história mais complexa e misteriosa, além da incrível atuação de Jessica Rothe, não vemos isso em Freaky. Não se tem muito desenvolvimento pessoal do serial killer, o foco se trata mais na troca de papeis e na protagonista (Millie), deixando assim nenhum espaço para continuação, e sim o simples objetivo do entretenimento.

O longa nao se preocupa muito com a lógica dos acontecimentos e só com a execução, como é de costume no subgênero em que o foco é a inventividade das mortes de um serial killer impiedoso, assim como “Pânico” de Wes Craven.

Mesmo que o filme não tenha a mesma sagacidade do clássico de Wes Craves, ele acerta na acidez humorística aterrorizante, que por final traz uma experiência demasiadamente hilária. E muito disso se da pelo ótimo elenco, e pelo incrível trabalho de Vince Vaughn ao interpretar uma garota de mais da metade de sua idade e altura.

Freaky: No corpo de um Assassino': Kathryn Newton troca de corpo com um  serial killer em filme; veja
SaraFreitas
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