Crítica

Crítica – ‘Assalto na Paulista’ tem ação e bom roteiro

Advertisement
Advertisement

Dirigido por Flavio Frederico, o filme “Assalto na Paulista” é carregado de ação, drama e uma montanha russa de sentimentos. Apesar de ser inspirado no cenário real de um dos maiores assaltos a banco na história do Brasil em 2011, o longa nos faz conhecer de perto a história de um grupo de assaltantes que são fictícios. Cada um com sua personalidade e bagagem psicológica.

Os personagens principais Rubens (Eriberto Leão) e sua filha adotiva Leônia (Bianca Bin) ditam o tom da trama através das suas histórias individuais mas também do seu laço fraternal. É muito interessante acompanhar a dinâmica e relacionamento dos dois. Pessoas fortes, decididas e que oscilam entre os lados da razão e emoção.

A baiana Leônia, com apenas 15 anos, precisou fugir da casa onde morava com sua família biológica por conta dos abusos que sofreu d o seu pai. Acabou tendo seu caminho cruzado com o da caminhoneira Jana (Daniela Nefussi), que trabalha para Rubens, entregando mercadorias. O destino das suas vidas fez com que um laço familiar e também profissional fosse formado entre os três.

Advertisement

O filme nos mostra o processo do roubo desde seu planejamento com todo o grupo envolvido até a sua execução e consequências. O curioso é que podemos ver momentos marcantes no passado dos personagens, principalmente os que envolvem seus traumas, conforme as cenas avançam.

Apesar desse projeto ter o assalto milionário como foco, isso muito claro pelo próprio título, a relação entre todos os personagens é o elemento mais cativante da história. Como traumas moldam a personalidade desses seres humanos e fazem com que tomem decisões e se portem da maneira que fazem entre eles e diante de situações. Nesse caso, do roubo e do que pode interferir no decorrer desse plano.

Outra característica marcante do filme é a trilha sonora. Ao longo dos minutos, somos impactados por músicas de variados gêneros que compõem a música brasileira, como o sertanejo e o rock nacional. Cada canção foi selecionada pela roteirista Mariana Pamplona.

Advertisement
Advertisement

More in:Crítica